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Câmara Federal Quarta-feira, 12 de Abril de 2023, 17:07 - A | A

Quarta-feira, 12 de Abril de 2023, 17h:07 - A | A

100 dias

Deputados do governo e da oposição avaliam 100 dias do governo Lula

Retomada de programas sociais e protagonismo internacional são destacados por governistas, enquanto a oposição criticou proposta de âncora fiscal

Agência Câmara de Notícias

Os deputados aproveitaram a fase de debates do Plenário nesta terça-feira (11) para avaliar os 100 primeiros dias do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, completados na segunda-feira. Enquanto governistas exaltaram o relançamento de programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida e o reconhecimento internacional, a oposição criticou a proposta de âncora fiscal e as mudanças no marco regulatório do saneamento.

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), destacou três pontos principais dos 100 primeiro dias da gestão de Lula: a defesa da democracia brasileira, a reconstrução de políticas públicas, e o avanço da pauta econômica.

Para Guimarães, um dos maiores desafios deste início de governo foi a defesa da democracia após a invasão dos prédios dos três poderes ocorrido no dia 08 de janeiro deste ano. "O presidente Lula foi o maestro, juntamente com os presidentes dos outros poderes, para pacificar o País e dizer que ninguém pode atentar contra a democracia brasileira", disse.

O líder governista também celebrou a retomada de políticas públicas extintas nos últimos quatro anos: Bolsa Família, política de valorização do salário mínimo, programa Minha Casa Minha Vida, obras inacabadas. "São políticas que afetam o brasileiro, são medidas que sinalizam que o País está no caminho certo", disse.

Vice-líder do governo, o deputado Alencar Santana (PT-SP) afirmou que o Brasil agora tem um governo que apresenta medidas e projetos políticos para garantir direitos, dignidade e respeito. "Hoje, temos a volta do Minha Casa, Minha Vida. Se a gente fizer uma comparação com o governo anterior, vamos lembrar que uma das primeiras medidas enviadas foi a reforma da Previdência, justamente para retirar direitos do trabalhador", disse.

O deputado Paulão (PT-AL) afirmou que Lula, nos primeiros 100 dias, já conseguiu atender a mais de 30% das promessas de campanha. "Volta ao Brasil a normalidade democrática. Reverte-se o desmonte que ocorreu em várias políticas públicas. Vários ministérios foram reativados: Mulher, Igualdade Racial, Direitos Humanos, Desenvolvimento Agrário", enumerou.

Para do deputado Padre João (PT-MG), o presidente atual restabeleceu o prestígio do Brasil na comunidade internacional. "O Lula está no lugar certo. Já é a quarta viagem internacional que o presidente faz. Ele já esteve na Argentina, no Uruguai, nos Estados Unidos e, agora, na China, recolocando o Brasil no protagonismo da política internacional", destacou.

Críticas

O deputado Maurício Marcon (Pode-RS) afirmou que o governo completa 100 dias com a perspectiva de aumento de impostos pelo novo arcabouço fiscal, principal pauta econômica que ainda será encaminhada à Câmara dos Deputados pelo novo governo. "Para serem cumpridas as metas, é preciso que se aumente a arrecadação, é preciso que se aumentem os impostos – pasmem – em R$ 300 bilhões", disse.

Para o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), o governo Lula errou nas críticas à atuação do Banco Central e na alteração do marco regulatório do saneamento. "Este é um governo que ataca a todo momento grandes legados de governos anteriores, como a autonomia do Banco Central e o Marco Legal do Saneamento Básico, um grande avanço para a população que prometia a universalização dos serviços", avaliou.

Pauta econômica

O maior desafio a partir de agora, segundo o líder do governo, José Guimarães, é tocar a pauta econômica, com a votação da reforma tributária e da nova política fiscal. "Vamos discutir a nova política fiscal do Brasil sem comprometer os investimentos, fazer com que o País cresça e se desenvolva. São medidas que não tem impacto imediato, mas criam um ambiente de previsibilidade e de segurança para o investidor", disse.

Guimarães também destacou que o governo tem a intenção de retomar os investimentos pelos bancos públicos e o papel estratégico da Petrobras e criticou a manutenção da taxa de juros Selic em 13,75% pelo Banco Central. "A inflação que justificava a manutenção da taxa de juros nesses altos patamares já cedeu", disse.

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