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Câmara Federal Domingo, 18 de Junho de 2023, 17:12 - A | A

Domingo, 18 de Junho de 2023, 17h:12 - A | A

Interesses escusos

Amália Barros recebeu financiamento de fazendeiro envolvido em ocupação de Territórios Indígenas

Os irmãos Jacobowski doaram um total de R$ 22,5 mil para a campanha da deputada em 2022.

Carlos Oliveira/Fatos de Brasília

Um estudo recente realizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) apontou 1.692 casos de sobreposição de fazendas em terras indígenas. Dentre essas sobreposições, 42 estão relacionadas a clãs políticos em nível nacional e regional, abrangendo uma área total de 96 mil hectares sobre Territórios Indígenas. O Estado do Mato Grosso do Sul lidera essa lista, com 17 casos, seguido por Mato Grosso e Maranhão, com sete cada.

A deputada federal Amália Barros (PL-MT), recebeu financiamento eleitoral de fazendeiros que configuram nessa lista e são responsáveis por sobreposições em terras indígenas em Mato Grosso. Os irmãos Jacobowski, diretamente envolvidos nesse tipo de ocupação, doaram um total de R$ 22,5 mil para a campanha da deputada em 2022.

reprodução

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Reprodução da página de prestação de contas da deputada AmáliaBarros (PL-MT) no site do TSE

 

No âmbito do Congresso Nacional, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que representa os interesses da bancada ruralista, é apontada como a principal força por trás da ocupação ilegal de terras indígenas. 

Amália Barros faz parte dessa frente política, que conta com 300 deputados e 47 senadores, constituindo o maior bloco de oposição ao Governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os membros da FPA têm recebido significativas doações de fazendeiros ligados a sobreposições em terras indígenas, totalizando R$ 3,6 milhões.

Os irmãos Valdir Roque Jacobowski, proprietários da Agropecuária São Gabriel, também estão entre os fazendeiros que fizeram doações para membros influentes da frente ruralista. Valdir e Adelar Mateus Jacobowski doaram R$ 70,5 mil para quatro diretores da FPA, além dos R$ 22,5 mil para a deputada Amália Barros.

É, no mínimo, estranha a relação entre a deputada e interesses relacionados à ocupação ilegal de terras indígenas, considerando que ela votou a favor da urgência e do mérito do Projeto de Lei do marco temporal.

Esse projeto tem uma grande importância para a bancada ruralista e estabelece a adoção da Constituição de 1988 como marco temporal para a demarcação de terras indígenas no Brasil. Tal medida pode resultar na perda de 63% das terras indígenas já demarcadas ou em processo de demarcação.

Outro lado - A reportagem entro em contato  com a assessoria da deputada, mas até o fechamento não houve retorno. Mas o espaço segue aberto.

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