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Geral Domingo, 30 de Julho de 2023, 15:05 - A | A

Domingo, 30 de Julho de 2023, 15h:05 - A | A

TERRAS INDÍGENAS

FUNAI aprova demarcação de terra indígena Kapôt Nhinore; em MT área tem 141 propriedades não indígenas

Um estudo comprovou a relevância histórica e cultural da região para os Mebêngôkre Metyktire, que reivindicam a área desde a década de 1980

Carlos Oliveira/VGN

A presidente da FUNAI, Joenia Wapichana, aprovou a demarcação da Terra Indígena Kapôt Nhinore nos municípios de Vila Rica e Santa Cruz do Xingu (MT) e em São Félix do Xingu (PA). Com 362.243 hectares e 508 km de perímetro, a área é reconhecida como ocupação tradicional dos povos indígenas Mebêngôkre e Yudjá, também conhecidos como Kayapó. A decisão foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira (28.07) e abrange 201 propriedades não indígenas.

O estudo de identificação e delimitação da Terra Indígena Kapôt Nhinore foi conduzido por um Grupo Técnico coordenado pelo antropólogo Pedro Rocha de Almeida e Castro. O levantamento comprovou a relevância histórica e cultural da região para os Mebêngôkre Metyktire, que reivindicam a área desde a década de 1980. As conclusões embasaram o despacho da FUNAI que aprovou a demarcação da terra indígena.

Conforme o levantamento, a região de Kapôt Nhinore é marcada por uma ocupação tradicional que vai além da noção de moradia, incluindo atividades como caça, pesca, coleta e agricultura, fundamentais para a subsistência e reprodução cultural dos Mebêngôkre. As práticas de uso sustentável dos recursos naturais e a diversificação de atividades são cruciais para manter o equilíbrio ambiental e a biodiversidade da área.

Desta forma, com a aprovação da demarcação, a população indígena poderá continuar vivendo conforme suas tradições, mantendo suas atividades tradicionais na região.

O estudo também destacou os desafios enfrentados pelos indígenas na região, como grilagem de terras, especulação fundiária, desmatamento e caça predatória por não indígenas, resultando em 201 propriedades não indígenas identificadas. Essas questões representam ameaças tanto ao meio ambiente quanto aos modos de vida tradicionais dos Mebêngôkre, reforçando a importância da demarcação para assegurar a preservação da região e o respeito aos direitos indígenas.

 

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