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Política Quarta-feira, 19 de Julho de 2023, 14:08 - A | A

Quarta-feira, 19 de Julho de 2023, 14h:08 - A | A

repercussão

Oposição pede impeachment de Barroso por "derrotar bolsonarismo"

Pedido conta com o apoio de deputados e senadores de 10 partidos diferentes

Carlos Oliveira/Fatos de Brasília

Parlamentares da oposição anunciaram nesta quarta-feira (19.07) que vão entrar com um pedido de impeachment contra o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, já assinado por 17 senadores e 63 deputados federais, será protocolado nos próximos dias. A oposição justifica o pedido com base em duas declarações de Barroso.

A primeira declaração ocorreu durante um congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), onde o ministro, ao lado dos governistas, afirmou que "derrotamos a ditadura e derrotamos o bolsonarismo". A segunda é uma declaração feita por Barroso durante uma palestra em Harvard, na qual ele disse: "Nós é que somos os poderes do bem, nós é que ajudamos a promover a história na direção certa".

Os parlamentares argumentam que Barroso infringiu a Lei de Impeachment por exercício de atividade político-partidária e por agir de forma incompatível com a honra, recebeu o decoro das funções de ministro. O pedido de impedimento foi apresentado durante o recesso parlamentar, que termina no início de agosto.

Durante a coletiva de imprensa, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o pedido de impeachment reflete a percepção de milhões de brasileiros em relação ao governo Bolsonaro. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), líder da oposição na Câmara, questionou a quem Barroso estava se referindo quando mencionou a derrota do bolsonarismo, levantando a possibilidade de se tratar do STF ou do TSE, onde o ministro ocupou cargos importantes.

O pedido de impeachment conta com o apoio de deputados e senadores de 10 partidos diferentes. Os parlamentares alegaram que a declaração de Barroso foi "gravíssima" e ocorreu em um evento político com a presença de integrantes e aliados do governo. Eles defendem que o magistrado seja investigado por crime previsto na Lei 1.079 de 1950, que proíbe ministros do Supremo de exercerem atividade político-partidária.

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