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Geral Quinta-feira, 29 de Junho de 2023, 15:30 - A | A

Quinta-feira, 29 de Junho de 2023, 15h:30 - A | A

atentado terrorista

Condenado por armar bomba no aeroporto do DF diz que foi ameaçado e temia represália

O condenado ainda disse que se arrependeu do que fez e ainda ligou para polícia

Gislaine Morais/VGN

Alan Diego dos Santos Rodrigues, 32 anos, condenado a cinco anos e quatro meses em regime inicial fechado por colocar uma bomba em um caminhão próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília, afirmou nesta quinta-feira (29.06), em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que levou o artefato até o local, pois temia represálias contra ele que estava “sozinho” no acampamento dos manifestantes em frente ao Quartel General do Exército Brasileiro, e também temia pela vida da sua família.

De acordo com Alan, ele pediu uma carona para Wellington e foram até o orelhão onde ligou para a polícia comunicando sobre a bomba. Segundo ele, voltou nas proximidades do aeroporto e viu que o caminhão tanque não estava mais lá, mas a caixa do artefato, sim, porém ficou com medo.

Questionado pelo presidente da CPI, Chico Vigilante (PT) quem teria o ameaçado, Diego se recusou em dizer e alegou que não poderia falar, pois faz parte da inteligência, mesmo não sendo remunerado. “Cumpri o que tinha que fazer e depois liguei para polícia informando sobre o artefato. Não posso falar quem me ameaçou, foram mais de uma pessoa, alguns de fora, mas também gente de Brasília”.

Em continuidade, Alan declarou que se arrependeu do que fez, e contrário do que disse em interrogatório na Polícia Civil, que teria ido para participar do protesto do dia 15 de novembro, contra os resultados das eleições em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou o candidato Bolsonaro, na CPI, Diego mudou de ideia e disse que foi para Brasília para turismo, pois desejava conhecer a cidade e por isso se juntou com a caravana.

Indagado quem apoiou na campanha para as eleições de 2022 e se recebeu para isso, Alan declarou que se doou sem custo benefício para campanha da deputada federal Coronel Fernanda (PL), deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos), governador Mauro Mendes (União), senador Wellington Fagundes (PL) e em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ele somente votou.

Quando questionado o porquê deixou a cidade de Comodoro em Mato Grosso para se juntar aos acampados em frente ao Quartel General do Exército Brasileiro em Brasília e se houve convite de pessoa política, Diegon disse que viu nas redes sociais sobre uma passeata e resolveu participar, indo junto com caravanas que passaram na cidade, e quando chegou em Brasília, permaneceu entre os dias 15 de novembro a 25 de dezembro.

Sobre como funcionava o acampamento, ele relatou que não sabia como, mas todos esses dias tinham alimentação e água gratuita, e acredita que o acampamento se manteve com doações via PIX ou de moradores das imediações. Alan ainda declarou que fez alguns passeios pela cidade, pois levou um valor de R$ 1 mil para gastos próprios.

Perguntado se conhecia Renan Senna, Ramiro Alves, Soraya Bacios, Randolfo Antônio Dias, e se sabe dizer se eles exerciam algum tipo de liderança dentro do acampamento e se conheceu o indígena José Acácio Serere Xavante, preso em 12 de dezembro, Diego disse que Renan ele conheceu na penitenciária e o indígena no acampamento.

Chico Vigilante (PT) reforçou a pergunta sobre a organização do acampamento e quem seriam as lideranças, além de quem fazia os pagamentos e se tinha financiamento de empresários, fazendeiros do agronegócio, Alan disse que preferia se manter em silêncio.

Alan permaneceu calado e disse que o que sabia já havia dito no Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), e o que ainda sabe, vai falar em troca de garantias. Alan foi sucinto em afirmar que não falaria mais sobre o assunto da bomba no aeroporto e nem sobre o acampamento durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos.

Indagado se participou dos atos democráticos do dia 08 de janeiro, ele disse que estava em sua cidade, Comodoro.

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